Pacientes que buscaram atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Canindé denunciam longas horas de espera, falhas na comunicação entre equipes e possíveis casos de negligência médica. Segundo relatos, há situações em que o tempo de espera ultrapassa duas horas, mesmo após o paciente já ter sido medicado e aguardar retorno médico.
Um dos relatos mais contundentes é do paciente Bruno Sousa, que afirma ter chegado à UPA por volta das 16h30 de ontem (16) e só ter sido medicado aproximadamente às 19h. Após a medicação, ele permaneceu aguardando retorno médico até por volta das 21h, quando o medicamento já havia terminado, sem qualquer nova avaliação.
De acordo com Bruno, a situação se agravou quando o próprio médico afirmou não saber que o paciente ainda aguardava retorno, mesmo após três funcionários terem passado pelo local perguntando se o caso era retorno e orientando que aguardasse “mais um pouco”.
“A paciência tem limites. Eu me esgotei e tive que tirar o acesso por conta própria, porque o médico disse que nem sabia que eu ainda estava ali esperando”, desabafou o paciente. Ele questiona até quando a população continuará sendo tratada com descaso e cobra a presença das autoridades fiscalizadoras.
Outro morador, Elinaldo Ribeiro, também criticou duramente a situação da saúde pública no município. Segundo ele, Canindé já deveria contar com um hospital de referência, equipado com exames essenciais como tomografia e raio-x, além de estrutura cirúrgica adequada.
“Elinaldo afirma que enquanto parte da população continuar apoiando gestões que não priorizam a saúde, a situação não irá mudar. Ele também denuncia que a UPA funciona de forma precária, com atendimento limitado a medicamentos básicos como dipirona e AAS, além de atrasos salariais que desmotivam os profissionais de saúde.”
O morador ainda alerta para os riscos enfrentados por pacientes em estado grave, que muitas vezes precisam ser transferidos para Fortaleza. “Em muitos casos, o quadro é grave e não dá tempo de chegar até a capital. Pessoas continuam morrendo no caminho”, afirmou.
As denúncias levantam questionamentos sobre a gestão da saúde pública em Canindé e reforçam o pedido por fiscalização rigorosa dos órgãos competentes, além de investimentos urgentes para garantir atendimento digno e seguro à população.
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