O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (23) e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, onde segue internado desde o dia 13 de março. Ele trata um quadro de pneumonia provocado por broncoaspiração, condição que ocorre quando conteúdos do estômago ou da boca atingem os pulmões.
De acordo com o boletim médico mais recente, o ex-presidente apresenta quadro clínico estável, mas ainda necessita de cuidados contínuos, incluindo uso de antibióticos e sessões de fisioterapia respiratória. A evolução do estado de saúde é considerada positiva, embora ainda sem previsão oficial de alta hospitalar.
A informação foi confirmada pela equipe médica responsável pelo tratamento, que acompanha Bolsonaro desde a internação. O caso gerou atenção também no cenário político e jurídico em Brasília.
Paralelamente à recuperação, a situação judicial do ex-presidente ganhou um novo capítulo. A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal um parecer favorável à concessão de prisão domiciliar.
No documento, o procurador-geral Paulo Gonet argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento constante, algo que, segundo ele, seria mais adequado no ambiente familiar do que no sistema prisional.
A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Suprema Corte. Ele deverá analisar tanto o parecer da PGR quanto os relatórios médicos antes de definir se autoriza ou não a prisão domiciliar.
O desfecho é aguardado com expectativa, já que envolve não apenas questões de saúde, mas também impactos diretos no cenário político nacional.