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Lula inaugura apenas dormitório do ITA no Ceará enquanto campus segue em obras e sem aulas previstas
Cursos só devem começar em 2027, enquanto prédios de engenharia e laboratórios continuam em construção
09/04/2026 09h17
Por: Redação Fonte: Sertão no FOCO: Aqui o foco é a notícia!
Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Fortaleza nesta terça-feira (1º) para inaugurar a primeira estrutura concluída do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica no Ceará. A entrega, no entanto, se limitou ao bloco de alojamento estudantil, enquanto o restante da unidade ainda segue em obras.

A cerimônia ocorreu na Base Aérea de Fortaleza e marcou simbolicamente o início da implantação do ITA fora de sua sede tradicional, em São José dos Campos. Apesar do avanço, o campus cearense ainda não tem condições de funcionamento pleno, já que as estruturas acadêmicas permanecem inacabadas.

O prédio inaugurado é o alojamento destinado aos futuros alunos, equipado com estrutura moderna e inserido na primeira fase do projeto, que prevê investimento total de R$ 436,6 milhões por meio do Ministério da Educação. No entanto, a entrega ocorreu sem estudantes ocupando o espaço, já que as aulas ainda não começaram.

Enquanto isso, o restante do campus segue em ritmo de construção. Durante a visita, Lula percorreu o canteiro de obras do bloco das engenharias, onde os trabalhos estão na fase de concretagem da laje do segundo pavimento. Outras áreas, como o prédio administrativo, o rancho e o setor de saúde, também passam por reformas e adaptações.

Mesmo com a inauguração do alojamento, o início das atividades acadêmicas ainda está distante. A previsão é que os cursos de Engenharia de Sistemas e Engenharia de Energias Renováveis só tenham início em março de 2027, quando parte da estrutura deverá estar concluída.

Além da agenda voltada à educação, o presidente também destacou os dois anos do programa Pé-de-Meia, ressaltando a redução nos índices de evasão escolar. Por outro lado, a visita gerou críticas da oposição, que classificou o evento como uma “inauguração simbólica” de um campus ainda incompleto e apontou possível uso político da cerimônia em meio ao cenário das eleições de 2026.