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Comoção marca velório de Guilherme, bebê de 1 ano e 7 meses morto após agressões do padrasto
Após audiência de custódia, o padrasto teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva
08/05/2025 10h16
Por: Redação Fonte: Sertão no FOCO

A comunidade do bairro Castelo Encantado, em Fortaleza, viveu momentos de profunda dor e revolta durante o velório do pequeno Guilherme, de apenas 1 ano e 7 meses, na manhã desta quinta-feira (data fictícia). A cerimônia, marcada por forte comoção, reuniu familiares, vizinhos e moradores da região que clamavam por justiça diante do crime que tirou a vida da criança de forma brutal.

Guilherme morreu após sofrer agressões físicas, supostamente cometidas pelo padrasto. Segundo a Polícia Militar, o menino chegou a ser socorrido e levado para uma unidade hospitalar de Fortaleza, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu horas depois. A mãe da criança e o padrasto foram detidos pela polícia e encaminhados à delegacia para prestar depoimento.

Após audiência de custódia, o padrasto teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. Ele permanece detido. Já a mãe da criança foi ouvida pela autoridade policial e, posteriormente, liberada. O caso continua sob investigação da Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA).

Durante o interrogatório, o padrasto confessou ter agredido o menino. De acordo com o depoimento, após bater na criança, ele percebeu que Guilherme começou a se contorcer e acabou desmaiando. O agressor teria então tentado socorrê-lo. Inicialmente, ele alegou que as marcas pelo corpo do menino teriam sido causadas por uma queda no banheiro. No entanto, a versão não se sustentou diante das evidências.

Conforme relato de uma testemunha à polícia, o homem foi visto tentando realizar manobras de primeiros socorros em via pública. Ao se aproximar, a testemunha percebeu que a criança estava desacordada e apresentava diversas lesões visíveis, incluindo marcas no pescoço, rosto e em outras partes do corpo.

O caso chocou a população local e gerou grande repercussão nas redes sociais. Muitas pessoas se mobilizaram exigindo punição exemplar para os responsáveis. Faixas com frases como "Justiça por Guilherme" e "Infância é para ser protegida" foram vistas nas proximidades do local do velório.

A Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente informou que as investigações continuam e que o laudo cadavérico, somado aos depoimentos colhidos, será fundamental para a conclusão do inquérito.