Segurança Ceará
Polícia Civil prende seis suspeitos de integrar esquema de fraudes em jogos de apostas online durante operação interestadual com apoio internacional
Na ofensiva, um dos alvos foi capturado em uma ação cooperativa com o Serviço Secreto dos Estados UnidosEm uma articulação interinstitucional de fo...
22/05/2026 15h06
Por: Redação Fonte: Secom Ceará

Na ofensiva, um dos alvos foi capturado em uma ação cooperativa com o Serviço Secreto dos Estados Unidos

Em uma articulação interinstitucional de forças de segurança pública estaduais, nacionais e internacionais, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio do Departamento de Polícia do Interior Norte (DPI Norte) e da Delegacia de Canindé, deflagrou, nessa quinta-feira (21), uma ofensiva com foco na desestruturação de um esquema criminoso, envolvendo influenciadores digitais e plataformas de jogos de apostas.

Intitulada “Operação Jogo Sujo”, a incursão teve ações cooperativas com agências de segurança dos Estados Unidos e polícias civis dos estados do Ceará, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso. Em resultado aos esforços empreendidos, seis mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Conforme as investigações, os alvos atuavam no município de Canindé, na Área Integrada de Segurança Pública 4 (AIS 4) do Ceará. No entanto, os administradores das plataformas encontravam-se distribuídos em diversos estados do Brasil e possuíam conexões internacionais na Espanha e China. Outros levantamentos apontam, ainda, que os integrantes do grupo, em conluio com as plataformas de jogos, simulavam premiações ao vivo com o objetivo de induzir seus seguidores a realizarem apostas.

Cooperação internacional inédita

No curso das diligências, uma ação integrada entre a Polícia Civil do Estado do Ceará e agências de segurança do dos Estados Unidos da América (EUA) culminou na prisão de um dos principais alvos da Operação Jogo Sujo. Instalado em Santa Catarina, o homem identificado como o detentor do maior poder financeiro do grupo criminoso, de 41 anos, buscou se evadir do país rumo ao território norte-americano.

De acordo com as diligências policiais, o alvo embarcou em um voo no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Orlando, na Flórida. Diante dos fatos, os agentes da PCCE agiram de forma imediata entrando em contato com o Serviço de Segurança Diplomática (DSS) da Embaixada Americana. A mobilização rápida envolveu outras duas agências dos EUA: o Serviço Secreto (USSS) e a Força de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

Como resultado da articulação internacional, o investigado teve seu visto revogado e, ao tentar desembarcar na Flórida, teve a entrada negada pelas autoridades americanas, sendo colocado em um voo de retorno ao Brasil. No desembarque em Guarulhos, uma equipe da PCCE, com apoio da Polícia Federal (PF), realizou a prisão do suspeito.

Bloqueios judiciais e bens de luxo apreendidos

Foto: Reprodução/Secom Ceará

Diante do cumprimento dos mandados de busca e apreensão e do pedido de bloqueio bancário, a operação também atingiu a estrutura financeira do grupo criminoso. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de 17 alvos, totalizando cerca de R$85 milhões retidos. Paralelamente, foram apreendidos veículos e bens de alto padrão, como lanchas, carros de luxo e relógios que, somados, superam o valor de R$8,5 milhões.

Foto: Reprodução/Secom Ceará

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

As informações também podem ser encaminhadas para o telefone (85) 3343-6813, da Delegacia de Polícia Civil de Canindé. O sigilo e o anonimato são garantidos.