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Câmara Municipal de Canindé instala quatro CPIs para investigar a gestão do prefeito Jardel Sousa
Vereadora Taylana Sousa, ex-aliada do prefeito, surpreende ao apoiar as investigações e apresentar denúncias
31/05/2025 10h46
Por: Redação Fonte: Sertão no FOCO
Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Canindé instaurou, nesta semana, quatro Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) com a finalidade de investigar possíveis irregularidades na administração do prefeito Jardel Sousa. As comissões visam apurar denúncias relacionadas a diversas práticas administrativas que, segundo parlamentares, podem configurar desvios éticos e legais.

O episódio ganhou ainda mais destaque com o apoio da vereadora Taylana Sousa às investigações. Até recentemente, Taylana integrava a base aliada do prefeito, tendo ocupado o cargo de secretária municipal de Educação. No entanto, após ser exonerada por decisão do próprio gestor, a parlamentar se afastou politicamente da administração e passou a tecer críticas contundentes à atual gestão.

“Estou aqui para cumprir meu papel de fiscalizar. Não podemos compactuar com possíveis irregularidades, sobretudo quando há indícios do uso indevido de recursos públicos”, declarou a vereadora Taylana Sousa durante a sessão que aprovou a instalação das CPIs.

Entre as comissões instauradas, uma se dedicará especificamente à investigação do suposto “gabinete do ódio” instalado na Prefeitura de Canindé. Segundo denúncias recebidas pelos vereadores, um grupo de jovens — conhecidos informalmente como “jardeletes” — teria sido contratado pela gestão municipal para atuar nas redes sociais, promovendo ataques virtuais a opositores políticos e disseminando mensagens que visam desqualificar críticos do prefeito.

“A população merece respostas. Não podemos admitir que recursos públicos sejam utilizados para alimentar um ambiente de intolerância e perseguição política”, afirmou Taylana Sousa, ao protocolar uma das representações que motivaram a criação das comissões.

A oposição sustenta que, além do suposto gabinete do ódio, há outras denúncias envolvendo contratações irregulares, má gestão de recursos públicos e favorecimento político. As quatro CPIs instaladas terão um prazo inicial de 90 dias para a realização de oitivas, análise de documentos e elaboração de relatórios conclusivos, podendo ser prorrogadas conforme a necessidade dos trabalhos.

Em nota oficial, a Prefeitura de Canindé informou que "recebe com serenidade a decisão da Câmara Municipal e se coloca à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, reforçando o compromisso com a transparência e a legalidade".

O prefeito Jardel Sousa, até o momento, não se pronunciou pessoalmente sobre a abertura das CPIs.

A instalação das comissões representa um dos momentos de maior tensão política recente em Canindé, com desdobramentos que podem impactar o cenário administrativo e eleitoral do município nos próximos meses.