Justiça Operação PF
Polícia Federal cumpre mandados em Canindé durante operação que apura desvio de recursos públicos
No total, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados foram executados nas cidades de Fortaleza, Canindé, Nova Russas
08/07/2025 09h11
Por: Redação Fonte: Sertão no FOCO - Aqui o foco é a notícia!
Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (8), a Operação Underhand, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de verbas públicas e fraudes em licitações no estado do Ceará. A ação faz parte de uma investigação de grande alcance e contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

No total, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados foram executados nas cidades de Fortaleza, Canindé, Nova Russas, Eusébio, Baixio, todas no Ceará, e também em Brasília (DF). As diligências envolveram equipes especializadas da Polícia Federal e auditores da CGU, que atuaram de forma coordenada para coletar documentos, dispositivos eletrônicos e outras provas relevantes para o inquérito.

Segundo as investigações, o grupo criminoso estaria envolvido em fraudes sistemáticas em processos licitatórios, utilizando empresas vinculadas aos próprios membros da organização para vencer contratos públicos de forma direcionada. Parte do esquema consistia no pagamento de propinas e vantagens indevidas a agentes públicos, com o intuito de garantir o favorecimento em licitações e na execução de contratos administrativos.

Além disso, há indícios de que o grupo também atuava na captação ilícita de votos, especialmente em períodos eleitorais, utilizando recursos de origem duvidosa para influenciar o resultado de pleitos municipais.

Como medida cautelar, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em contas bancárias pertencentes a pessoas físicas e jurídicas investigadas. A intenção é interromper o fluxo de recursos supostamente ilícitos e garantir que haja ativos disponíveis para eventual ressarcimento ao erário.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica com finalidade eleitoral e compra de votos, crimes que, somados, podem resultar em penas de até 30 anos de prisão.

A Polícia Federal segue analisando o material apreendido e não descarta a possibilidade de novas fases da operação.