
O Estado do Ceará encerrou o ano de 2025 como o campeão nacional em crescimento das exportações, registrando um aumento de 56% nas vendas de produtos para o exterior em comparação com 2024. Esse desempenho coloca o Ceará no topo do ranking brasileiro e representa a segunda maior variação já registrada na série histórica do estado, superada apenas pelo crescimento de 62% observado em 2017.
Segundo os dados do Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), analisados pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), as exportações cearenses saltaram de cerca de US$ 1,5 bilhão em 2024 para aproximadamente US$ 2,3 bilhões em 2025 — um resultado que evidencia a dinâmica de expansão da economia local no comércio internacional.
Esse crescimento coloca o Ceará à frente de estados tradicionais no setor exportador. Em seguida no ranking nacional aparecem Tocantins, com 22% de alta, e Pernambuco, com 19%.
O setor de siderurgia foi o principal motor desse crescimento, com exportações que atingiram cerca de US$ 1,18 bilhão, mais que o dobro do valor registrado no ano anterior. Essa posição reforça a importância do complexo industrial e portuário do Pecém como polo estratégico de produção e logística para o mercado global.
Além da siderurgia, calçados, fruticultura e produtos agroindustriais se destacaram na pauta exportadora. A fruticultura continuou sua trajetória de expansão em mercados externos, enquanto óleos e gorduras vegetais registraram avanços, refletindo o movimento de maior agregação de valor à produção local.
Outro segmento que chamou atenção foi o de minerais não metálicos, que apresentou a maior variação percentual entre os cinco maiores grupos exportadores do estado, mesmo partindo de uma base menor — sinalizando um processo de diversificação da pauta de produtos cearenses no exterior.
Para o governador Elmano de Freitas, esses números refletem “uma estratégia de diálogo constante com o setor produtivo e criação de um ambiente favorável para que empresas cearenses ampliem sua presença no comércio global”. Segundo ele, investimentos em infraestrutura e em setores como o polo automotivo emergente e energias renováveis devem impulsionar ainda mais essa trajetória de internacionalização nos anos seguintes.
A presidente da Adece, Danilo Serpa, destacou o papel de medidas voltadas à mitigação dos impactos de tarifas externas — como as aplicadas pelos Estados Unidos em 2025 — e de incentivos fiscais por meio do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) para tornar as empresas locais mais competitivas no mercado internacional.
Representantes do governo enfatizam que o foco agora é ampliar mercados, diversificar destinos e consolidar o Ceará como um parceiro global confiável, atraindo investimentos de maior valor agregado e gerando desenvolvimento sustentável no longo prazo. A consolidação de novos segmentos exportadores e a expansão de cadeias produtivas estratégicas estão entre as prioridades para 2026 e além.
Via: Governo do Ceará