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Número de venezuelanos no Bolsa Família chega a 205 mil no Brasil em oito anos

Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) revelam que o número de venezuelanos atendidos pelo programa Bolsa Família cresceu de forma significativa desde o início do fluxo migratório mais intenso.

Redação
Por: Redação Fonte: Sertão no FOCO - Aqui o foco é a notícia!
08/01/2026 às 15h28
Número de venezuelanos no Bolsa Família chega a 205 mil no Brasil em oito anos
Foto: Reprodução

A grave crise humanitária, econômica e social enfrentada pela Venezuela nos últimos anos tem provocado reflexos diretos no Brasil, especialmente nas políticas de assistência social. Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) revelam que o número de venezuelanos atendidos pelo programa Bolsa Família cresceu de forma significativa desde o início do fluxo migratório mais intenso.

No fim de 2017, apenas 1.062 venezuelanos estavam inscritos no programa. Já em setembro de 2025, esse total saltou para cerca de 205 mil beneficiários, evidenciando um aumento expressivo ao longo de oito anos. O crescimento acompanha o avanço da migração forçada causada pela escassez de alimentos, medicamentos, empregos e serviços básicos no país vizinho.

Atualmente, os venezuelanos representam 61% dos 331 mil estrangeiros que recebem o Bolsa Família no Brasil. O programa social brasileiro contempla pessoas de 211 nacionalidades, mas nenhum outro grupo estrangeiro se aproxima do volume registrado entre os cidadãos da Venezuela, que se consolidam como a principal nacionalidade atendida.

A maior concentração desses beneficiários está em estados que recebem diretamente o fluxo migratório, como Roraima, Amazonas, Pará e São Paulo, além de outras regiões para onde os imigrantes se deslocam em busca de oportunidades de trabalho e melhores condições de vida. Muitos ingressam no programa após regularizar a situação migratória e comprovar situação de vulnerabilidade social, conforme as regras do Bolsa Família.

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Especialistas apontam que o aumento no número de beneficiários estrangeiros reflete não apenas a dimensão da crise venezuelana, mas também o papel do Brasil como país de acolhimento humanitário. O Bolsa Família, nesse contexto, funciona como um instrumento de proteção social temporária, garantindo renda mínima para famílias em situação de extrema pobreza, independentemente da nacionalidade, desde que atendam aos critérios legais.

O governo federal destaca que o acesso de estrangeiros ao programa segue os mesmos requisitos aplicados aos brasileiros, incluindo inscrição no Cadastro Único, renda per capita dentro dos limites estabelecidos e cumprimento de condicionalidades nas áreas de saúde e educação.