
Trabalhadores e comerciantes do setor de carnes denunciaram, nesta semana, a paralisação das atividades no matadouro público de Canindé, o que pode resultar na falta de carne fresca nos açougues da cidade. Segundo relatos, a suspensão da matança ocorre devido à falta de pagamento do carro responsável pelo transporte do gado até o local de abate.
Em áudio que circula nas redes sociais, um trabalhador critica a situação e afirma que, diante do impasse, a população estaria sendo forçada a buscar alternativas improvisadas. “Amanhã, quem quiser carne fresca em açougue, que mate no quintal de casa”, diz o denunciante, em tom de indignação.
Ainda de acordo com o relato, o problema vai além do transporte. O gado enviado ao matadouro estaria permanecendo por longos períodos sem ser abatido, sofrendo com fome e sede. “A gente manda o gado para o matadouro e ele fica lá até a hora de ser abatido. Enquanto isso, fica com sede e com fome”, afirma.
O trabalhador explica que a próxima matança estaria prevista apenas de quinta para sexta-feira, e que, caso não haja transporte disponível nesse período, os animais podem passar ainda mais tempo sem alimentação e água. “Isso dá uma quebra grande no gado”, completa, apontando prejuízos financeiros e possível comprometimento da qualidade da carne.
A denúncia também critica as prioridades da gestão municipal. “O homem vai gastar milhões no carnaval e não paga o carro que transporta o gado”, afirma o denunciante, sugerindo descaso com um serviço essencial à população e ao setor produtivo local.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Canindé sobre as denúncias, nem esclarecimentos quanto à regularização do transporte, às condições dos animais no matadouro ou à retomada normal das atividades.
Ver essa foto no Instagram
É novo por aqui? sigam @sertaonofoco
Imagem: ilustrativa