
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode adiar uma cúpula diplomática com o líder chinês, Xi Jinping, caso a China não participe de esforços internacionais para garantir a segurança no Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, região que concentra parte significativa da produção global de petróleo e por onde passam diariamente milhões de barris destinados a mercados da Ásia, Europa e América.
Segundo Trump, a China deveria contribuir diretamente para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, já que é uma das maiores importadoras de petróleo do mundo e depende fortemente da estabilidade da rota marítima.
O presidente norte-americano argumentou que os países que mais se beneficiam do transporte de petróleo pela região deveriam ajudar a manter a segurança do local.
Trump também indicou que pretende avaliar a posição do governo chinês antes de confirmar a realização da reunião com Xi Jinping.
“Podemos adiar”, afirmou o presidente ao comentar a possibilidade de mudança na agenda diplomática.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais pontos de passagem do comércio global de energia. Estima-se que cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo passe pelo estreito, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.
Qualquer instabilidade na região pode provocar impactos diretos nos preços internacionais do petróleo e afetar mercados financeiros ao redor do planeta.
Nos últimos dias, tensões envolvendo o Irã e aliados ocidentais aumentaram a preocupação com possíveis interrupções na navegação de navios petroleiros.
Diante do cenário de instabilidade, os Estados Unidos vêm pressionando aliados e grandes importadores de energia para formar uma espécie de coalizão internacional de segurança marítima.
A proposta prevê o uso de navios militares, sistemas de vigilância e operações de escolta para garantir que embarcações comerciais continuem transitando pela região sem riscos.
A resposta da China à proposta pode influenciar diretamente não apenas o futuro da reunião entre Trump e Xi, mas também o equilíbrio diplomático entre as duas maiores economias do mundo.