
A Justiça Eleitoral de Canindé decidiu manter no cargo o prefeito Francisco Jardel Sousa Pinho após julgamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apurava supostas irregularidades nas Eleições Municipais de 2024. A decisão trouxe novos desdobramentos ao caso, incluindo condenação por compra de votos e encaminhamentos para investigação criminal.
A sentença foi proferida pela juíza eleitoral Rhaila Carvalho Said, que considerou a ação parcialmente procedente. Apesar disso, a magistrada afastou qualquer penalidade contra o prefeito Jardel Sousa, entendendo que não houve comprovação suficiente de sua participação direta nas irregularidades investigadas. Com isso, ele permanece à frente da administração municipal de Canindé.
Por outro lado, a decisão reconheceu a prática de captação ilícita de sufrágio — crime eleitoral conhecido como compra de votos — por parte de Carlos Alberto Queiroz Pereira. Ele foi condenado à inelegibilidade por oito anos, conforme prevê a legislação eleitoral vigente, ficando impedido de disputar cargos públicos durante esse período.
No mesmo processo, outros investigados também foram analisados pela Justiça. Antonio Ilomar Vasconcelos Cruz, José Evelton Xavier Coelho e Cleidiane de Queiroz Pereira tiveram as acusações rejeitadas por falta de provas, sendo absolvidos.
Além das decisões no âmbito eleitoral, a juíza determinou o envio do processo ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para que sejam avaliadas possíveis responsabilidades criminais dos envolvidos. Esse encaminhamento abre a possibilidade de novas investigações, agora na esfera penal.
Outro ponto importante da sentença foi o levantamento do sigilo do processo, o que permite maior transparência e acesso às informações, exceto nos casos de documentos considerados sensíveis ou protegidos por segredo de Justiça.
A ação havia sido movida pelo promotor eleitoral Jairo Pequeno Neto, que apontava indícios de irregularidades durante o pleito de 2024. Com a decisão, o caso ganha novos contornos, reforçando o combate a práticas ilegais no processo eleitoral, ao mesmo tempo em que mantém a estabilidade política no município.