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Senado rejeita relatório final da CPI do Crime Organizado após embate e acusações contra STF

Por 6 votos a 4, senadores barram parecer que previa indiciamento de ministros do Supremo e do procurador-geral; decisão encerra trabalhos da comissão

Redação
Por: Redação Fonte: Sertão no FOCO - Agência Brasil
15/04/2026 às 11h28
Senado rejeita relatório final da CPI do Crime Organizado após embate e acusações contra STF
Foto: Reprodução

O relatório final da CPI do Crime Organizado foi rejeitado pelo Senado Federal nesta terça-feira (14), após uma votação marcada por forte tensão política e divergências entre os parlamentares. O parecer, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), recebeu 6 votos contrários e 4 favoráveis, sendo derrotado no último dia de funcionamento da comissão.

A proposta apresentada pelo relator causou grande repercussão ao sugerir o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes — além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo o relatório, haveria indícios de crimes de responsabilidade relacionados, principalmente, a investigações envolvendo o sistema financeiro e suspeitas ligadas ao caso do Banco Master. O documento também trazia sugestões legislativas e medidas para reforçar o combate ao crime organizado no país.

Divisão entre senadores

A votação expôs um racha dentro da CPI. Senadores contrários ao relatório argumentaram que o texto extrapolou o foco da comissão, que era investigar organizações criminosas, ao direcionar acusações contra integrantes do Judiciário.

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Durante o debate, críticas apontaram que o parecer teria caráter político e poderia gerar confronto institucional com o STF. Já aliados do relator defenderam que a CPI cumpriu seu papel ao investigar possíveis irregularidades, independentemente dos envolvidos.

Encerramento sem relatório aprovado

Com a rejeição, a CPI do Crime Organizado encerra seus trabalhos sem a aprovação de um relatório final — situação que enfraquece o impacto prático das investigações conduzidas ao longo de cerca de 120 dias.

Instalada em 2025, a comissão tinha como objetivo apurar a atuação de facções criminosas, milícias e esquemas financeiros ilícitos no Brasil, além de propor medidas para fortalecer o combate a essas organizações.

Apesar do desfecho, o relator Alessandro Vieira afirmou que a CPI “cumpriu sua missão” ao reunir informações, realizar depoimentos e apontar problemas estruturais no enfrentamento ao crime organizado no país.