
O Poder Judiciário determinou, nesta semana, o afastamento cautelar do vereador Geovane Gonçalves, mais conhecido como Nego Geovane, do município de Canindé, no interior do Ceará. A medida tem duração de 180 dias e foi motivada por investigações em curso no âmbito da Operação “Sordida Pecunia”, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em parceria com a Polícia Civil.
Geovane Gonçalves é filiado ao partido Solidariedade e atualmente exerce seu primeiro mandato como vereador. Nas eleições municipais de 2024, ele obteve expressiva votação, sendo o terceiro candidato mais votado no município, com um total de 1.606 votos.
A Operação “Sordida Pecunia” — expressão em latim que pode ser traduzida como “dinheiro sujo” — tem como foco o combate a possíveis práticas ilícitas envolvendo desvio de recursos públicos, corrupção e outras irregularidades na administração municipal e na atuação parlamentar. Segundo fontes ligadas à investigação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências, gabinetes e outros locais ligados ao vereador e a possíveis colaboradores.
A decisão de afastamento tem caráter preventivo e visa garantir a lisura das investigações, evitando possíveis interferências por parte do parlamentar no curso do inquérito. O afastamento não implica, neste momento, em perda do mandato, mas impede que ele exerça suas funções legislativas durante o período determinado.
O MPCE ainda não divulgou detalhes completos sobre os elementos que embasaram a medida judicial, mas informou que outras fases da operação podem ocorrer nos próximos dias.
A Câmara Municipal de Canindé ainda não se pronunciou oficialmente sobre o afastamento do vereador. A reportagem tenta contato com a defesa de Geovane Gonçalves, que até o momento não se manifestou.
A matéria segue em atualização e poderá ser complementada a qualquer momento com novas informações.