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Importações batem recorde e aquecem negócios no Brasil

Importações brasileiras bateram recorde em 2025, segundo o MDIC. O avanço amplia a atenção das empresas sobre custos, tributos, logística e gestão ...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
22/05/2026 às 10h22
Importações batem recorde e aquecem negócios no Brasil
Marcus Roberto de Carvalho Mauricio

As importações brasileiras alcançaram o maior patamar da série histórica em 2025. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as compras externas chegaram a US$ 280,4 bilhões, valor 6,7% superior ao registrado em 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022.

O desempenho fez parte de um movimento mais amplo no comércio exterior. Em 2025, a corrente de comércio brasileira, soma de exportações e importações, chegou a US$ 629,1 bilhões, também o maior patamar já registrado. De acordo com o MDIC, as importações de bens de capital cresceram 23,7%, enquanto bens intermediários avançaram 5,9% e bens de consumo tiveram alta de 5,7%. As compras originárias da China cresceram 11,5% no período.

O avanço também aparece na quantidade de empresas envolvidas em operações internacionais. O número de empresas importadoras no Brasil chegou a 60.115 em 2025, crescimento de 7,6% em relação ao ano anterior, o que representa 4.238 empresas a mais. Entre empresas de menor porte, a expansão foi de 9,5%, com 2.624 novas importadoras.

Para Marcus Roberto, fundador e porta-voz da Usecomex, o recorde nas importações mostra que a compra internacional vem se tornando parte da rotina de um número maior de empresas brasileiras.

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"O dado de importações recordes mostra que comprar do exterior já faz parte da estratégia de mais empresas no Brasil. Para negócios menores, especialmente no e-commerce, o desafio não está apenas em encontrar fornecedor, mas em entender o custo total antes de transformar uma compra internacional em estoque", afirma.

Na prática, a importação envolve variáveis que vão além do preço negociado com o fornecedor. Câmbio, frete internacional, seguro, tributos, armazenagem, desembaraço aduaneiro, transporte interno e classificação fiscal podem alterar o custo final de uma operação. Para empresas que atuam com revenda, distribuição ou marketplaces, esses fatores influenciam diretamente a margem e a formação do preço de venda.

A consulta a bases públicas também passou a fazer parte do planejamento de empresas que acompanham o comércio exterior. O Comex Stat, sistema oficial de estatísticas do governo federal, permite realizar consultas detalhadas sobre exportações e importações brasileiras, com dados desde 1997. A base pode apoiar análises por período, produto, origem, destino e outros recortes ligados às operações internacionais.

No entanto, mesmo com informações disponíveis, parte das empresas ainda encontra dificuldade para transformar dados, documentos e custos em uma visão operacional organizada. E, nesse contexto, surgem ferramentas voltadas à gestão da importação, especialmente para negócios que precisam acompanhar produtos, pedidos, simulações, documentos e etapas da operação em um único ambiente.

"A Usecomex organiza informações para que a empresa consiga enxergar custos, documentos, etapas e impactos financeiros com mais clareza. Importar não é apenas comprar fora. É planejar custo, prazo, tributação, logística e margem antes que a operação avance", explica Marcus Roberto.

Com importações em patamar recorde e mais empresas participando das compras externas, a gestão das operações internacionais passa a ocupar espaço maior nas decisões de negócios. Para pequenas e médias empresas, especialmente aquelas ligadas ao comércio digital, a previsibilidade de custos e o acompanhamento das etapas da importação tendem a ser fatores cada vez mais relevantes para competir em um mercado de margens pressionadas.