
CACHOEIRA DO SUL (RS) — Um homem foi atacado por dois cães da raça pitbull na tarde desta quarta-feira (data a confirmar), na Rua João Ferreira Barbosa, no bairro Mauá, em Cachoeira do Sul, no interior do Rio Grande do Sul. Segundo testemunhas, os animais estavam soltos na rua quando partiram para cima da vítima, que caminhava tranquilamente pela calçada.
Uma moradora que presenciou o ataque agiu rapidamente: pegou uma mangueira e utilizou um jato d'água na tentativa de afastar os cães. A ação foi crucial para que o homem conseguisse se desvencilhar e escapar, evitando lesões mais graves. A identidade da vítima não foi divulgada oficialmente, mas ela passa bem após o susto.
“Foi uma cena desesperadora. A gente gritou, tentou espantar, até que uma vizinha jogou água e os bichos recuaram. Podia ter sido uma tragédia”, relatou Maria das Graças, 58 anos, que mora na rua há mais de duas décadas.
De acordo com moradores, os mesmos cães já protagonizaram outros episódios de agressividade na região. “Esses cachorros vivem soltos, já atacaram outras pessoas e até animais menores. A gente tem medo de sair de casa”, denunciou João Luiz, 42 anos, outro morador da rua.
Ataques recorrentes e legislação
O caso reacende a preocupação com a guarda responsável de cães de grande porte e comportamento potencialmente agressivo, como é o caso da raça pitbull. A legislação brasileira prevê regras específicas para a posse de animais considerados potencialmente perigosos.
De acordo com o Decreto Estadual nº 48.533/2020, em vigor no Rio Grande do Sul, cães dessa raça devem ser mantidos em locais seguros, com uso obrigatório de guia curta e focinheira quando em espaços públicos. O descumprimento pode gerar penalidades para o tutor, incluindo multas e, em casos mais graves, apreensão do animal.
Nos últimos anos, casos de ataques envolvendo pitbulls têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil, provocando debates acalorados entre defensores da raça, que destacam a importância da criação adequada, e críticos, que pedem restrições mais severas.
Autoridades apuram o caso
A Brigada Militar e o setor de zoonoses do município foram acionados para verificar a situação. As autoridades irão apurar quem são os responsáveis pelos cães e se houve negligência na guarda dos animais.
Enquanto isso, moradores cobram providências imediatas para evitar novos episódios de violência. “Não dá mais pra viver com esse medo. Todo mundo aqui conhece esses cachorros e sabe do perigo”, desabafou Maria das Graças.
A Prefeitura de Cachoeira do Sul informou que está acompanhando o caso e que campanhas de conscientização sobre guarda responsável devem ser intensificadas na região.
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