
Aprender brincando também é uma forma de cuidar da natureza. Com essa proposta, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) participou, no domingo (7), da Estação Ambiental realizada no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti, no Crato, como parte da programação do Junho Ambiental.
A ação teve como objetivo aproximar crianças e famílias da educação ambiental, utilizando atividades lúdicas para sensibilizar o público sobre a proteção da fauna silvestre e a conservação da biodiversidade. Durante a programação, foram realizadas atividades de pintura com o público infantil, enquanto equipes da Semace orientavam os participantes sobre a destinação correta de animais silvestres, a entrega voluntária de animais mantidos irregularmente em cativeiro e o papel do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres do Cariri (Cetras Cariri).

A programação também contou com a participação da Semace na mesa-redonda de abertura da Semana do Meio Ambiente promovida pelo Sesc Crato, realizada na quarta-feira (3). Na ocasião, a autarquia apresentou ao público o projeto do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres do Cariri (Cetras Cariri), equipamento em fase de construção no município do Crato.
Com investimento de R$ 11 milhões do Governo do Ceará, o Cetras Cariri vai ampliar a estrutura de proteção à fauna silvestre no Estado. O equipamento está sendo construído em um terreno de 50 mil metros quadrados, no Sítio Batateira, às margens da CE-292. A unidade contará com cerca de 3 mil metros quadrados de área construída, incluindo laboratório, clínica especializada e escritório regional da Semace.
Durante o encontro, foram apresentados os objetivos do centro e sua importância para o fortalecimento das ações de conservação da fauna silvestre no Ceará. A estrutura será voltada ao recebimento, triagem, avaliação clínica, reabilitação e destinação adequada de animais silvestres resgatados, apreendidos por órgãos ambientais ou entregues voluntariamente pela população.
A atividade também abriu espaço para o diálogo com a comunidade sobre a proteção da biodiversidade, o combate ao tráfico de animais silvestres e o papel estratégico dos centros de triagem e reabilitação na reintegração de animais à natureza, sempre que houver condições técnicas e ambientais para a soltura.