
O município de Choró, no interior do Ceará, passará por novas eleições após a Justiça Eleitoral cassar os diplomas do prefeito e do vice eleitos nas eleições suplementares de 2024. A decisão foi proferida pelo juiz Welithon Alves de Mesquita, titular da 6ª Zona Eleitoral.
Carlos Alberto Queiroz Pereira, prefeito, e Bruno Jucá Bandeira, vice-prefeito, tiveram seus mandatos anulados sob acusação de abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral. A sentença aponta que a gestão municipal promoveu aumentos salariais considerados irregulares e realizou contratações temporárias fora do período permitido por lei, o que teria desequilibrado a disputa eleitoral em favor da chapa vitoriosa.
Segundo a decisão judicial, essas ações foram articuladas com o objetivo de beneficiar politicamente os candidatos apoiados pelo ex-prefeito Marcondes Jucá, pai do vice-prefeito cassado. O juiz considerou que houve uso da máquina pública para favorecer eleitoralmente a coligação, em clara violação das normas que regem a lisura do processo eleitoral.
Apesar de a defesa ainda poder recorrer da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), a sentença já tem efeito imediato. Com isso, a Justiça Eleitoral deverá organizar um novo pleito no município. Até lá, o presidente da Câmara Municipal de Choró deve assumir interinamente o comando do Executivo local, conforme prevê a legislação.
A nova eleição suplementar deverá ser marcada pelo TRE-CE nas próximas semanas, seguindo o calendário da Justiça Eleitoral. A expectativa é de que o pleito seja realizado ainda em 2025.