
Canindé (CE) – Três dias após o prefeito Jardel Sousa e a direção do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) comemorarem a chegada de novas bombas para o sistema de abastecimento de Canindé, moradores de diversos bairros da cidade relatam que a água ainda não chegou às torneiras.
O anúncio oficial, feito em parceria com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), destacou que a vazão do sistema passaria de 80 para 140 litros por segundo, o que, segundo a gestão, representaria uma “verdadeira revolução” no abastecimento, garantindo mais segurança hídrica para o município. O SAAE também informou que continuará contando com o reforço do Açude General Sampaio, mas ressaltou que, a partir de agora, Canindé não dependeria exclusivamente dessa fonte.
Apesar da promessa de melhorias, a realidade enfrentada pela população tem sido diferente. Moradores de bairros mais afastados do Centro afirmam que estão há semanas sem receber água em casa. Muitos relatam dificuldades financeiras para comprar reservatórios de mil litros ou até mesmo pagar por carros-pipa, enquanto as contas de água continuam chegando normalmente.
“Não temos condições de comprar tambor ou pagar caminhão-pipa. A gente espera que a água chegue, mas até agora nada mudou”, desabafou uma moradora do bairro Palestina. Situação semelhante é vivida em outras comunidades, como Monte, Campinas e Santa Luzia.
O clima de frustração contrasta com o tom de otimismo apresentado pelas autoridades durante a solenidade de inauguração. Enquanto a prefeitura e o SAAE destacaram que o novo sistema é moderno, eficiente e preparado para o futuro, a população cobra soluções imediatas para o problema histórico de falta d’água.
Até o fechamento desta matéria, o SAAE não havia se pronunciado oficialmente sobre os motivos da demora para a regularização do abastecimento, nem sobre um prazo para que a água chegue às torneiras da população.