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Romaria Nossa Senhora dos Navegantes celebra 42 anos de fé e tradição entre Aquiraz e Canindé

A peregrinação foi criada pelo senhor Chiquinho, pai de Daniel, atual organizador, que decidiu fundar a própria romaria junto com o avô, após anos participando de outras caminhadas religiosas.

Redação
Por: Redação Fonte: Sertão no FOCO - Aqui o foco é a notícia!
16/10/2025 às 08h01
Romaria Nossa Senhora dos Navegantes celebra 42 anos de fé e tradição entre Aquiraz e Canindé
Foto: Divulgação

A Romaria Nossa Senhora dos Navegantes, uma das mais tradicionais do Ceará, completou 42 anos de devoção e história. O grupo partiu da localidade de Prainha, em Aquiraz, e percorreu cerca de 150 quilômetros até Canindé em um trajeto que durou sete dias. A peregrinação foi criada pelo senhor Chiquinho, pai de Daniel, atual organizador, que decidiu fundar a própria romaria junto com o avô, após anos participando de outras caminhadas religiosas.

Daniel explica que a tradição é mantida em memória do pai, que faleceu há cerca de cinco anos, vítima da Covid-19. “Desde criança venho a Canindé. Meu pai sempre dizia que eu deveria continuar o trabalho quando ele não estivesse mais aqui”, contou. Atualmente, ele organiza a jornada ao lado da mãe e dos irmãos, reunindo cerca de 30 romeiros que mantêm viva a promessa e o espírito de fé que deram origem à peregrinação.

Durante o percurso, os romeiros enfrentam longas distâncias sob o sol, descansando em comunidades e paróquias até chegarem a Canindé. Este ano, a chegada aconteceu no dia 2 de outubro, quando o grupo participou da primeira missa da manhã, tradição que marca o encerramento da jornada e o cumprimento das promessas feitas a São Francisco das Chagas.

Entre os participantes há pessoas de todas as idades, desde crianças a idosos, que caminham movidos pela fé e gratidão. Histórias de milagres e promessas são comuns entre os fiéis. Lidiane, romeira há 16 anos, conta que começou a participar após receber graças relacionadas à saúde da filha e do sobrinho. “A gente sofre no caminho, os pés ficam feridos, mas quando chega em Canindé, toda dor desaparece. É uma emoção que não dá pra explicar”, afirma.

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Outros participantes, como Gilberto, que tem 38 anos de caminhada, mantêm a tradição por devoção. Ele iniciou a romaria após se curar de uma doença grave. “No começo era muito difícil, as estradas ruins, sem água e comida, mas hoje tudo melhorou. Continuo enquanto Deus permitir”, relata.

Para os romeiros, a caminhada é mais do que uma promessa: é um ato de fé e união. A cada ano, novos fiéis se juntam ao grupo, que segue levando consigo histórias, orações e esperança. A Romaria Nossa Senhora dos Navegantes segue viva como símbolo de devoção e resistência, renovando a fé dos peregrinos que seguem rumo a Canindé.

 

 
 
 
 
 
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