
O Açude São Mateus, principal reservatório responsável pelo abastecimento de Canindé, voltou a chamar atenção das autoridades e da população. De acordo com dados atualizados divulgados nesta semana, o manancial está atualmente com 39,47% de sua capacidade total, acumulando aproximadamente 4,08 milhões de metros cúbicos de água. O número é considerado crítico, especialmente para o período do ano em que tradicionalmente os açudes da região deveriam apresentar volumes mais confortáveis.
Um estudo técnico realizado pela Cogher aponta que a situação pode se agravar ainda mais se o reservatório não receber recarga adequada durante o ano de 2026. A análise indica que, mantido o cenário atual, o volume disponível garantiria o abastecimento de Canindé somente até junho de 2026, caso não ocorram chuvas suficientes para elevar o nível do açude nos próximos meses. Esse prognóstico coloca o município em uma posição de alerta máximo.
A preocupação aumenta diante das previsões climáticas que indicam irregularidade no regime de chuvas para toda a região do Sertão Central. Meteorologistas e órgãos ambientais alertam para a possibilidade de um inverno fraco, influenciado por fenômenos climáticos que tendem a reduzir o volume das precipitações.
Diante desse quadro, especialistas reforçam a necessidade imediata de medidas preventivas, como:
Gestão hídrica mais rigorosa, com controle do uso e monitoramento constante do volume do reservatório;
Campanhas intensivas de conscientização para estimular o consumo responsável de água entre moradores e comerciantes;
Planejamento antecipado para ações emergenciais caso o cenário evolua para risco de colapso no abastecimento;
Avaliação de fontes alternativas de captação, caso o nível do açude continue caindo.
A situação do Açude São Mateus reforça um problema já conhecido no município: a dependência de um único manancial e a vulnerabilidade aos períodos de seca. Autoridades locais devem se reunir nos próximos dias para discutir estratégias e evitar que Canindé enfrente um novo ciclo de racionamento severo ou até mesmo um colapso hídrico em 2026.
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