Um homem apontado como coautor de um feminicídio ocorrido em 2018, no município de Barreira, foi preso na noite do último sábado (28), durante uma ação da Polícia Civil do Estado do Ceará na zona rural de Canindé. A captura aconteceu no povoado de Ipiranga, onde o suspeito estava escondido após anos foragido da Justiça.
O homem, identificado como Francisco Atevaldo, conhecido popularmente como “Sapatinho”, era considerado um dos principais alvos das investigações desde a época do crime, que vitimou Isabel Castro Maia na localidade de Riachinho, em Barreira. Segundo a apuração policial, ele teria participado diretamente tanto da execução quanto da ocultação do corpo da vítima, o que agravou ainda mais a gravidade do caso.
Na ocasião do crime, outro envolvido foi preso em flagrante e, após o andamento do processo judicial, acabou sendo condenado. Já Francisco Atevaldo conseguiu fugir e passou a viver de forma clandestina, mudando de localização para evitar ser capturado. Desde então, havia contra ele um mandado de prisão em aberto expedido pelo Poder Judiciário.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão foi resultado de um trabalho contínuo de investigação e inteligência, que permitiu localizar o suspeito após anos de buscas. Equipes do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Norte (DPJIN), com apoio do núcleo de inteligência, realizaram diligências estratégicas até chegar ao paradeiro do acusado.
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O delegado Joel Morais destacou que a captura era tratada como prioridade, não apenas pela gravidade do crime, mas também pela repercussão social que o caso gerou na época. Segundo ele, a prisão representa uma resposta à sociedade e ajuda a combater a sensação de impunidade que ainda persistia entre moradores da região.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à delegacia, onde foram realizados os procedimentos legais. Ele permanece à disposição da Justiça e deverá responder pelos crimes atribuídos, podendo enfrentar julgamento pelos atos praticados.
A captura ocorre no mês de março, período marcado por ações de conscientização e combate à violência contra a mulher. O desfecho do caso reforça a importância da investigação persistente e da responsabilização de autores de crimes de feminicídio, mesmo anos após sua ocorrência.